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Gestão de Cursos

IES particulares pretendem criar selo de qualidade

04/10/2007

As instituições particulares de ensino estudam a idéia de criar um selo de qualidade, semelhante ao ISO 9000, para as universidades privadas brasileiras. O projeto foi aprovado no 9º Fórum Nacional de Ensino Superior Particular Brasileiro, encerrado na semana passada em São Paulo.

De acordo com Hermes Figueiredo, presidente do Semesp (Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior do Estado de São Paulo), a idéia é criar um novo mecanismo de avaliação independente, como alternativa ao usado pelo MEC (Ministério da Educação).

A projeto é uma reação às avaliações do MEC que, na semana passada, divulgou um péssimo diagnóstico de 89 cursos de direito do país. Figueiredo classifica a avaliação do ministério como "irresponsável".  "Cabe ao MEC avaliar cursos e não terceirizar para a OAB, organismo que tem interesse direto", disse o dirigente, em entrevista ao jornal "Diário de São Paulo".

De acordo com o presidente do Semesp, o novo sistema de avaliação será semelhante ao já adotado em outros países, onde existem órgãos de certificação independentes, nos quais as entidades se filiam voluntariamente.

No fórum foi desenvolvido um documento para fortalecer as instituições de ensino particular. Veja seus objetivos e ações:

Objetivos
 
· Intensificar a representação das IES e proteger seus interesses nas questões políticas que afetam o setor;

· Informar e preparar as IES para a adoção de novas práticas de sucesso para o novo ambiente da educação superior;

· Capacitar as IES para a gestão profissionalizada;

· Melhorar a imagem e reputação do ensino superior particular na sociedade;

· Reeequilibrar as relações entre as IES diante da grande competitividade no setor;

· Indicar caminhos e alternativas para as IES frente à tendência de consolidação do setor.
 
Ações

· Acompanhamento da tramitação dos projetos ligados ao PDE que tenham relação direta com o Ensino Superior particular, na Câmara dos Deputados e no Senado, bem como de sua formulação e encaminhamento desde o Ministério da Educação, para elaboração de propostas de alteração ou de emendas, apoiadas em estudos especializados, debates políticos e reuniões específicas, visando o aperfeiçoamento ou melhoria dos projetos, notadamente o Projeto de Lei 4.212/2004 referente à Reforma Universitária.

· Desenvolvimento de iniciativas para criação de um Prouni para pessoas físicas, permitindo o financiamento do ensino superior a jovens carentes em troca de abatimento no Imposto de Renda.

· Realização de levantamentos sobre inovações técnicas e metodológicas implantadas por instituições do Exterior que sejam interessantes e aplicáveis à realidade brasileira, bem como junto a IES no Brasil cujas práticas inovadoras possam servir de benchmarking, e realização de um Seminário para apresentação dos resultados.

· Levantamento de sistemas de avaliação para gestão adotados com sucesso em IES e em empresas de outros setores, com elaboração de indicadores que possam servir de parâmetro para as IES e realização de um Seminário para apresentação dos resultados.

· Elaboração de um modelo de órgão certificador independente da avaliação realizada pelo MEC, com base no levantamento de casos de sucesso registrados em outros setores e em outros países na criação de organismos com esse objetivo, e realização de um seminário para discutir sua implantação e atuação.

· Realização de novas pesquisas sobre o perfil dos egressos do ensino superior, bem como sobre as ações de Responsabilidade Social das IES, com ampliação do espectro analisado nas pesquisas anteriores, e elaboração de um índice de imagem e reputação do setor.

· Aprofundamento da utilização pelas IES da Câmara Mediadora de Assuntos Concorrenciais do SEMESP; elaboração de Cartilha para esclarecer o papel e a forma de acesso pelas IES aos diferentes órgãos responsáveis pela orientação, fiscalização e defesa da concorrência (CONAR, CADE, SDE, MEC, etc); e desenvolvimento de mecanismos de estímulo à colaboração pelas IES para o enriquecimento e a consolidação do Código de Ética da ABMES.

· Desenvolvimento de estudos sobre as tendências no setor para balizar os planos estratégicos das IES e orientá-las sobre o processo de abertura de capital e sobre fundos de investimento, fusões e aquisições.

· Realização de parcerias com instituições financeiras para criação de linhas de crédito de apoio aos planos de expansão das IES.

· Posicionamento claro contra a restrição ao capital estrangeiro.

Com informações do Semesp

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