| Política de relacionamento adotada por universidades pode ter um reflexo extremamente favorável na propagação da marca da instituição | |||||||||||||||||||||||
Da Trama Comunicação
A política de relacionamento com alunos egressos, extremamente cultivada em importantes universidades do exterior, como a Harvard e a Universidade da Pensilvânia, ainda está amadurecendo no Brasil. Os canais de comunicação ainda são tímidos e pouco organizados. No entanto, felizmente, as instituições começam a perceber que os ex-alunos, além de ser potenciais clientes de outros cursos, ainda podem realizar uma ótima campanha de marketing boca a boca com seus conhecidos. Uma enquete realizada pela Anthropos Consulting, com cerca de mil entrevistados, mostra que, ao comprar um produto pela primeira vez, 39,81% dos consumidores o adquirem porque a marca é conhecida e 22,65%, por oferecer o melhor pós-venda. Essa analogia pode ser aplicada nas instituições de ensino. Os alunos, ao escolherem uma universidade, guiam-se pela marca e credibilidade que ela representa no mercado. E, seguramente, cada vez mais, guiam-se pela assistência que ela pode prestar aos formandos, ajudando no mercado de trabalho, por exemplo. Vale lembrar que o trabalho realizado com ex-alunos pelas Instituições de Ensino Superior (IES) serve como base para sua avaliação pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes), do Ministério da Educação. Essa equipe avalia, dentre outros fatores, a ‘política de acompanhamento do egresso' e os ‘programas de educação continuada, voltados para o egresso'.
Manter um bom relacionamento com ex-alunos ainda não está dentro das estratégias de muitas universidades brasileiras. "A visão de muitos dirigentes de IES tradicionais é a de que se o aluno se formou e, portanto, deixou de recolher aos cofres, não interessa mais, a não ser para fazer outros cursos. No entanto, vale ter uma visão mais ampla e avaliar que as empresas, entre elas as instituições, desejam que os alunos falem bem da organização para com isso atrair novos candidatos, ao passo que os egressos querem fazer isso para valorizar o seu currículo", afirma Silvio Pires de Paula, diretor da Demanda Pesquisa e Desenvolvimento de Marketing e realizador do projeto de relacionamento com ex-alunos da Fundação Getúlio Vargas. No entanto, paulatinamente esse cenário está mudando. A Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) é um bom exemplo. Hoje, esta instituição tem uma associação de ex-alunos no formato de uma Organização Não-Governamental que funciona como uma verdadeira empresa, com funcionários que trabalham em tempo integral para o desenvolvimento dessas ações. "A EXPM (Associação de Ex-alunos da ESPM) começou a tomar forma em 1999, quando 22 ex-alunos de graduação e pós-graduação da ESPM passaram a se reunir, periodicamente, com o objetivo de fundar a associação. Esses estudantes e outras centenas de adeptos, em 2000, procuraram a ESPM para que pudessem organizar melhor a associação e torná-la mais profissional. A receptividade à idéia foi imediata", explica o professor Sérgio Pio Bernardes, coordenador do Cintegra, departamento da ESPM que tem como missão acompanhar o estágio dos alunos e auxiliar na colocação profissional.
Os participantes da EXPM pagam R$ 170 por Outra universidade que se destaca no relacionamento com egressos é a FGV. Com estrutura similar à ESPM, a Associação de Ex-Alunos da FGV de São Paulo (ExGV) já foi muito importante para essa instituição. "Esta associação ajudou, por exemplo, a reativar o Fundo de Bolsas da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP). Os exalunos foram atrás de parcerias e doações para recuperar esse recurso tão importante para estudantes que não têm renda", afirma Silvio Pires de Paula, diretor da Demanda.
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