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Corpo Discente

A nova era da educação

08/10/2007

Alex Sanghikian
Da Tempestade Comunicação

Com o avanço da tecnologia em todos os setores da sociedade, uma nova categoria de alunos se forma baseada pela internet e acostumada à comunicação instantânea para obter a informação desejada em segundos. Com a chegada desses novos estudantes, as universidades também tiveram que evoluir tecnologicamente.

De acordo com Luiz Alvares, diretor de Tecnologia Educacional da universidade Anhembi Morumbi, de São Paulo, alunos e IES ganharam com essa revolução tecnológica. "Os cursos podem se aproveitar de recursos antes indisponíveis e que enriquecem muito a experiência de aprendizagem do aluno, aproximando-o da prática e permitindo uma assimilação muito melhor do conteúdo", afirma.

De acordo com ele, dois exemplos marcam a integração da Anhembi Morumbi com esses novos alunos. "Temos atualmente os simuladores de jogos de negócios e os simuladores da Escola de Medicina", afirma. Segundo ele, o aluno pode realizar quantos planos ele quiser, tendo a oportunidade de errar, aprender e superar os próprios erros.

"Exatamente como faz em simuladores robôs, para aprender a aplicar injeções sem ter de machucar o braço de indivíduos saudáveis. O realismo desses recursos é absolutamente impressionante e permite a ele reproduzir o procedimento quantas vezes precisar, até acertar e assimilá-lo por completo", explica.

Além dessas novidades, as IES têm se empenhado em melhorar seu atendimento ao aluno no setor de tecnologia. Um bom exemplo disso acontece na Uninove, que investe pesado para fazer com que o aluno sinta-se em casa com um ambiente virtual muito bem equipado. "Ternos investido fortemente e sistematicamente em tecnologia da informação, com o objetivo de melhorar ainda mais a interação com seus alunos", diz o professor Flávio Foguel, pró-reitor acadêmico da instituição.

Dentre algumas inovações tecnológicas implementadas pela Uninove estão os sistemas de relacionamento entre a IES e os discentes, chamado Central do Aluno, onde é possível, via internet, solicitar documentos escolares, controlar notas e faltas, receber arquivos dos professores, etc.; terminais de consulta touch screen em todos os andares para demandas administrativas dos alunos; biblioteca digital; Internet wireless no campus, dentre outras.

Perfil

Mas afinal, qual o perfil do novo aluno das universidades? De acordo com Rafael Souza, de 20 anos, atualmente no segundo ano de jornalismo da PUC-RS, a palavra-chave é informação. "Essa geração, devido à Internet, principalmente, tem todas as informações que quer imediatamente, e fica sabendo de novidades em tempo real. Por isso, às vezes é complicado de um professor mais tradicional acompanhar esse ritmo.

Segundo Rafael, a tecnologia exigiu o surgimento de novas regras na sala de aula, antes prescindíveis no ensino tradicional. "Para fazer um trabalho, por exemplo, hoje em dia é muito mais difícil para o professor checar se o aluno copiou de algum lugar", conta.
"Por isso, eles têm exigido cada vez mais trabalhos opinativos, e não de consulta. Mesmo assim, docentes usam a internet para checar se o material é inédito mesmo, copiando uma frase inteira, por exemplo, no Google [site de busca] para ver se não bate com outro material", diz.

Corpo docente

Dada toda essa agilidade dos alunos em localizar e dispor de informações relevantes para serem usadas em sala de aula, como fica o papel do professor nisso? Quais as adaptações que ele tem de fazer para não ficar obsoleto e perder o controle da classe? Segundo Luiz Alvares, é preciso atualizar-se constantemente.

"Os professores devem manter-se atualizados como os profissionais de todas as áreas. E, acima de tudo, devem estar dispostos a aprender a utilizar os novos recursos disponíveis. Superadas algumas barreiras culturais iniciais, isso não costuma ser um problema, pois quem gosta de ensinar, em geral também gosta muito de aprender", destacou.

Segundo Rafael, sua classe não tem enfrentado grandes problemas nesse setor, já que os professores parecem gostar das novas tecnologias tanto quanto os alunos. "A maioria deles está alinhada conosco quanto ao uso das novas tecnologias. Alguns até têm blog, Orkut, MSN", destacou. "Porém, ainda há aqueles mais tradicionais, que querem sempre tudo no papel, e para esses há uma certa dificuldade com os novos termos e com alguns alunos, que tendem a se aproveitar disso para copiar e colar da Internet", confessou.

Investimentos constantes

Se a tecnologia avança em alta velocidade, tornou-se papel fundamental das IES acompanhar essa revolução, a fim de não perder alunos para outras universidades mais equipadas tecnologicamente e que, por conseguinte, atraem mais a atenção do discente.

"A Uninove tem como missão a formação profissional e cidadã de seus alunos. Para atingi-la com sucesso, mantemos investimentos sistemáticos em Tecnologia da Informação, tendo como foco o apoio tecnológico à área acadêmica (enriquecendo ainda mais o processo de ensino-aprendizagem) e a agilidade do atendimento administrativo", salientou Flávio Foguel.

Já para Luiz Alvares, da Anhembi Morumbi, investimento em infra-estrutura e tecnologia é a parte fácil deste processo. "O mais importante é a sensibilização da comunidade acadêmica (alunos, professores, coordenadores) e o oferecimento, tanto de recursos práticos que efetivamente possam ser empregados nas aulas (ferramentas, modelos, exemplos, meios eletrônicos)  quanto da capacitação necessária ao seu uso adequado. Numa grande universidade, isso em geral não é trivial, pois falamos de várias centenas de professores. No nosso caso, cerca de 800 professores" revelou.

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