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Corpo Discente

Estudantes brasileiros vão ao topo do mundo

13/07/2007

Alex Sanghikian, da Tempestade Comunicação


Não só em competições esportivas os brasileiros têm se dado bem no exterior. Mesmo que sem a devida divulgação, nos últimos anos, equipes formadas por universitários de diferentes regiões do país vêm colhendo ótimos resultados em campeonatos diversos.

Os últimos a subirem no lugar mais alto do pódio foram os estudantes da Escola de Engenharia de São Carlos, da USP. A equipe conquistou o primeiro lugar na SAE (Society of Automobile Engineers) Aerodesign East Competition, pela classe Aberta, em evento realizado entre os dias 4 e 6 de maio, em Dallas, no Texas (EUA). O evento é direcionado a alunos universitários de todo o mundo atraídos pelo desafio de projetar e construir aeronaves, em escala reduzida, com capacidade de vôo controlado e de transporte de cargas crescentes.

Este foi o bicampeonato do time na competição, que já havia ganhado o título em 2006. Neste mesmo ano, só que pela classe Regular, a equipe Uai-Sô-Fly, da Universidade Federal de Minas Gerais, ficou com o primeiro lugar, seguida pelo time Tucano, da Universidade Federal de Uberlândia.

"Nesta competição, mostramos para o mundo a capacidade de nossos futuros engenheiros para desenvolver projetos inovadores no setor aeronáutico", afirma Vilmar Fistarol, presidente da SAE Brasil, braço nacional da SAE Internacional, organizadora dos eventos no exterior.

Menos investimento, mais vontade

A que se deve, porém, esses ótimos resultados, tendo em vista que o investimento por parte de equipes dos Estados Unidos e Canadá - nossos principais concorrentes -, por exemplo, é bem maior? De acordo com Rafael Giannetti, capitão da equipe da FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) de São Bernardo do Campo, duas vezes campeã mundial, em 2004 e 2007, na categoria Baja (protótipo de um carro de rali), há dois segredos: trabalho em equipe e criatividade.

"Talvez por nossas dificuldades serem maiores, temos mais criatividade para trabalhar e mais vontade de vencer do que eles", analisa. "Digo sempre que podemos nem ser melhores engenheiros do que eles, mas nosso trabalho em equipe é muito mais forte, e isso nos torna superiores", destaca.

Para Vitor Tavernari, coordenador da equipe EESC-USP de aerodesing, criatividade e vontade também levam a um conhecimento mais amplo. "Eles têm mais dinheiro, gastam muito, mas geralmente não é isso que deixa o avião mais leve, e sim a escolha dos materiais corretos", revela. "O conhecimento é o diferencial. Usamos elementos de alta resistência a peso, como carbono, fibra de vidro, madeira balsa, dentre outros", entrega.

Resultados como os obtidos pela equipe da FEI, a Baja 1, vão além de um ótimo desempenho universitário para apontarem a formação de grandes profissionais. "Nosso carro que venceu a competição era mais barato que a maioria, mais fácil de construir, mais simples, mas com um desempenho tão bom quanto os demais", conta Rafael, de 22 anos. "Isso é também um espelho do que as empresas buscam de engenheiros no Brasil", salienta.

Vilmar Fistarol corrobora. "Por meio do Baja SAE BRASIL, incentivamos a pesquisa estudantil e, com isso, aprimoramos o aprendizado dos futuros engenheiros brasileiros", diz. "Todos os que participam da competição adquirem grandes chances de se destacar profissionalmente após concluir a graduação", reforça.

Leia também:

Aerodesing: modelo de competência

Brasil tricampeão mundial em Baja

Fórmula SAE está no rumo certo

 

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